Eu vivo em plena marcha lenta, eu ando devagar, mas tenho
força, eu vivo de associações. As mudanças são sutis em mim. Porque tudo é
assimilação, eu demoro pra chegar, porque entre milhões de escolhas eu tenho
que escolher as certas, na sequencia exata, sem desvios da falha. E eu
tive uma ideia, eu tive a ideia de ser melhor e isso vai me levar a um lugar
daqui a uns anos e eu vou estar feliz, porque tudo em mim quer me levar a isso,
a paz e a tranquilidade. Porque entre meus olhos e eu existe um mundo. Porque
eu vivo de pequenas coisas. Eu me lembro de números e letras, aromas e sons,
formas e jeitos. Não saber da vida daqueles que passam por mim, me dá a
esperança de conhecer alguém magnifico. A graça da vida é exatamente essa,
viajar no infinito de coisas que nem começo possuem, nas ideias semi-loucas.
Loucas, pois minha ideia é isso pra você e semi, pois pra mim ela é mais que
valida. Semi-validas, seria me tomar como ponto de partida então. Sendo assim
semi-loucas é sinônimo de semi-validas e tudo vai depender dos olhos que a ver.
”...o príncipezinho,
que nunca esquecia a pergunta que houvesse formulado.” - O pequeno príncipe. Eu nunca esqueço,
não esqueço pois tudo que faço, tudo que vivo é sentido e se eu sinto eu não devo
esquecer. Tudo que vejo e tudo que gosto, é efetivo em mim. É por isso que não
posso gostar de tudo, eu tenho que ter minha seleção. Partindo disso, eu pego e
adiro, admito e vivo. Não dá pra se esconder, eu não vou mentir, eu preciso ser
sincera. Eu sou fiel a mim, não significando que não posso errar, pelo
contrario ser fiel inclui os defeitos, as falhas. Em mim também existe a
correção trazendo com ela o equilíbrio. O certo é que tenho minhas
turbulências e não perco minha sustentação.
Voar vai ser magnifico, vou viver diante de mais uma
dimensão infinita, mas um infinito pra olhar e ganhar esperanças novamente, e
isto é o magnifico.
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