Talvez, me fosse possível te desmontar em partes sólidas e
te reconstruir em partes líquidas. Talvez, seja cotidiano poder te descrever. E
tudo pode ser tolice, tudo pode ser ilusório, e o que senti, nunca mais possa
ser visto. Sumiu, como você. Pra onde foi? Por que se esconde? Não sei do que
mais sinto falta, da beleza das coisas ou da beleza em você. Foi mais que um
sorriso e um olhar, foi o simples, único e singular. Foi a leveza, a calma, a
alma que reluzia em você. E agora? Onde estar? Quem mais poderá me deter?
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Olhar pro horizonte
Eu vivo em plena marcha lenta, eu ando devagar, mas tenho
força, eu vivo de associações. As mudanças são sutis em mim. Porque tudo é
assimilação, eu demoro pra chegar, porque entre milhões de escolhas eu tenho
que escolher as certas, na sequencia exata, sem desvios da falha. E eu
tive uma ideia, eu tive a ideia de ser melhor e isso vai me levar a um lugar
daqui a uns anos e eu vou estar feliz, porque tudo em mim quer me levar a isso,
a paz e a tranquilidade. Porque entre meus olhos e eu existe um mundo. Porque
eu vivo de pequenas coisas. Eu me lembro de números e letras, aromas e sons,
formas e jeitos. Não saber da vida daqueles que passam por mim, me dá a
esperança de conhecer alguém magnifico. A graça da vida é exatamente essa,
viajar no infinito de coisas que nem começo possuem, nas ideias semi-loucas.
Loucas, pois minha ideia é isso pra você e semi, pois pra mim ela é mais que
valida. Semi-validas, seria me tomar como ponto de partida então. Sendo assim
semi-loucas é sinônimo de semi-validas e tudo vai depender dos olhos que a ver.
”...o príncipezinho,
que nunca esquecia a pergunta que houvesse formulado.” - O pequeno príncipe. Eu nunca esqueço,
não esqueço pois tudo que faço, tudo que vivo é sentido e se eu sinto eu não devo
esquecer. Tudo que vejo e tudo que gosto, é efetivo em mim. É por isso que não
posso gostar de tudo, eu tenho que ter minha seleção. Partindo disso, eu pego e
adiro, admito e vivo. Não dá pra se esconder, eu não vou mentir, eu preciso ser
sincera. Eu sou fiel a mim, não significando que não posso errar, pelo
contrario ser fiel inclui os defeitos, as falhas. Em mim também existe a
correção trazendo com ela o equilíbrio. O certo é que tenho minhas
turbulências e não perco minha sustentação.
Voar vai ser magnifico, vou viver diante de mais uma
dimensão infinita, mas um infinito pra olhar e ganhar esperanças novamente, e
isto é o magnifico.
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